postheadericon Qual a intensidade do seu amor por Deus? – Parte II



INTRODUÇÃO: 
Estamos vendo nesta série de mensagens, que o amor a Deus deve ser algo sincero, com profundidade, espiritualidade, entrega, renuncia e diligência. Vimos que a intensidade de nosso amor ao SENHOR deve envolver: TODO O NOSSO CORAÇÃO (envolvimento com o reino e a causa de Cristo); TODA A NOSSA ALMA (espiritualidade saudável que busca cumprir a vontade de Deus); TODO O NOSSO ENTENDIMENTO (fazer da nossa vida cotidiana uma vida de louvor ao nome do SENHOR). Hoje continuaremos a entender como deve ser nosso amor ao SENHOR, entendendo o segundo mandamento, que está ligado ao primeiro, fazendo parte assim, de uma conduta de amor que agrada o coração de Deus, e faz de nós servos fiéis da Sua vontade.      
TEXTO: Mateus 22. 34 – 40.  
34. Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. 35. E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: 36. Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? 37. Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38. Este é o grande e primeiro mandamento. 39. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. Nesta conversa, Jesus ensina que não há amor sincero e profundo a Deus, sem que haja a mesma intensidade de amor pelo próximo, incluindo não só as pessoas com parentesco a nós, mas também amigos e principalmente inimigos. Chegar a este grau de amor é algo necessário para os que anseiam chegar ao Céu, para os que desejam a salvação, aos que querem as bênçãos de Deus sobre suas vidas, e aos que se dizem cristãos verdadeiros. Este amor é ensinado por Jesus como um mandamento, ou seja, não há rota alternativa, não há outra opção, deve-se amar e pronto! A palavra diz: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (v. 39). Por isso, veremos hoje que o seu amor ao SENHOR deve ir muito além das palavras...
O seu amor ao SENHOR tem de ter:
1º) SINCERIDADE.
No meio evangélico, há muitas expressões, e uma das mais comuns é: “eu te amo meu irmão (a)!”. Muitos até dizem isso motivados por esse mandamento divino de amar ao próximo como a si mesmo, porém, será que esse amor é sincero? Em cultos mais animados, considerados avivados, as pessoas tomadas por suas emoções, declaram-se umas as outras, expressam-se em amor, porém, com o passar dos dias, parece que essa intensidade amorosa diminui. Há ainda, aqueles que dizem amar ao seu próximo, porém, guardam no coração uma amargura e uma mágoa em relação a várias pessoas, por motivos justificáveis ou mesmo banais, criando assim, uma esfera de falsidade na relação com o próximo. Não é esse o desejo do SENHOR para as nossas vidas. Não é desse jeito que o SENHOR deseja nos ver, expressando o mais nobre dos sentimentos. O amor cristão deve ser sincero. Relutamos contra essa ideia. Achamos que a sinceridade pode destruir nossos relacionamentos. Imaginamos: “como dizer isso a fulano?”... “se eu falar isso, beltrano irá ficar chateado, bravo comigo, é melhor deixar passar!”. E assim criamos relacionamentos superficiais, insossos, sem a graça divina. A sinceridade é parceira do bom cristão! Porém essa sinceridade deve ser trabalhada, para que não se torne um mero desabafo, um “vomitar” de suas frustrações sobre as outras pessoas. Não podemos confundir nossas impressões pecaminosas, com sinceridade. Devemos expressar um amor sincero, devemos compartilhar a verdade, devemos viver uma vida sem máscaras, porém, sempre em amor, sempre com educação, delicadeza, bom senso, noção das coisas, para que esse amor não se torne em ofensa, e acabe levando a desavença. Amar ao meu próximo como a mim mesmo, envolve reconhecer que nós não somos perfeitos, pelo contrário, todos temos defeitos, e em sinceridade, trabalhamos isso em amor, e vivemos unidos na graça de Cristo.
O seu amor ao SENHOR tem de ter:
2º) RENUNCIA.
Amar ao próximo, como já foi dito várias vezes, não é fácil. Pessoas são complexas, são difíceis de lidar, tem histórias distintas, formações variadas, o que as tornam seres complicados de se conviver. Se junta a isso a influência do pecado, a raiz adâmica que habita em nós, e nos torna pessoas possuídas por paixões boas e ruins, complexos, certezas, razões, hábitos, constituindo-nos em seres difíceis de lidar. Porém, não podemos levar em conta as nossas vontades quando o assunto é a vontade de Deus em nossas vidas. Quando queremos expressar nosso amor ao SENHOR, faz-se necessário renunciar a muitas coisas, muitas vontades, para que não seja a nossa vontade que impere, mas sim, a vontade do Pai. Jesus nos dá o exemplo na oração do Getsêmani: “Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. (Mt. 26. 39). E João Batista também nos ensina sobre renuncia ao dizer: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”. (João 3. 30). Nosso amor ao SENHOR e ao nosso próximo deve ser assim, despretensioso, renunciando a nós mesmo por amor ao Pai, e também por amor a nossos irmãos e também aos nossos inimigos. O Apóstolo Paulo nos ensina: “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. (Rm. 5. 8). Ou seja, Cristo mostra o caminho sublime em amor que devemos seguir. Por isso, por amor ao SENHOR e também pelo seu próximo, renuncie sua vontade, suas paixões, seus valores, e siga firme na vontade do SENHOR!
O seu amor ao SENHOR tem de ter:
3º) COMPAIXÃO.
Outra faceta de nosso amor para com o SENHOR é a compaixão. Não há amor cristão genuíno, verdadeiro sem compaixão, se envolvimento com os sofrimentos que estão ao nosso redor, sem se alegrar com as alegrias alheias. O Apóstolo Paulo nos ensina orientado: “alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram”. (Rm. 12. 15). Isso se traduz por envolvimento, por ter o coração nos sentimentos dos outros, por se importar com o que importa para o seu próximo, por participar em amor da vida do outro, sem bisbilhotice, sem fofocas, sem intrigas, mas com puro e santo amor que vem de Deus. Isso é produto raro em nosso mundo atual, inclusive é raro dentro da Igreja, mas é assim que o Pai deseja que sejamos, e seja também o nosso amor. Jesus sentia desta forma, Ele se envolvia, chorava, participava, se alegrava com as pessoas, isso sem restrições, preconceitos, pudores humanos, que mais se traduzem por religiosidade e farisaísmo. O cristianismo é a crença do amor, que se compadece, que se envolve, que participa. O amor cristão exorta, chama a justiça, mas também se compadece do fraco, se emociona com o pequenino, se dedica ao seu semelhante. Sigamos o exemplo do Mestre, amemos com compaixão, buscando assim sermos mais semelhantes a Jesus. “Ora, o seu mandamento é este, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou.” (I João 3. 23).
O seu amor ao SENHOR tem de ter:
4º) COMPROMETIMENTO.
Após vermos todas essas necessidades envolvidas na nossa intensidade em amar a Deus, nada mais importante e óbvio que sentirmos um senso de comprometimento com Deus e com o nosso semelhante. É óbvio, porém, a maioria não se compromete com o que aprendeu até agora, tanto é, que se faz necessário essa mensagem neste momento! Quando Jesus nos orienta: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, Ele nos orienta a nos comprometermos com nossos semelhantes com o mesmo comprometimento que temos para conosco. Ele nos orienta a atendermos as necessidades alheias, como atendemos a nossa, ou seja, quando temos fome, comemos, da mesma forma, quando alguém ao nosso lado tem fome, alimentamos a ela. Quando temos frio, nos agasalhamos, da mesma forma quando alguém ao nosso lado está nessas condições, agasalhamos a ela, e assim vai em todas as necessidades. Devemos amar com comprometimento. E isso deve acontecer sempre, e não somente em uma campanha específica por agasalho, ou quando trocamos um quilo de alimento por um ingresso de um espetáculo de entretenimento. Devemos também em amor, nos comprometermos com o Reino de Deus, em todas as esferas: evangelizando, orando, jejuando, contribuindo com nossos bens (dinheiro, carro, casa, moto). Os heróis da fé, descritos no texto de Hebreus 11, foram homens e mulheres  comprometidos, com um amor comprometido, com uma vida comprometida, por isso foram tidos como pessoas dos quais “o mundo não era digno” (Hb. 11. 39). Sejamos nós assim também, comprometidos em amor com o SENHOR, e o SENHOR será comprometido conosco até a nossa salvação.
CONCLUSÃO:
Não há amor a Deus sem amar ao próximo, não há salvação em Cristo, sem que haja nesta terra amor pelo seu semelhante, não há benção genuína em sua vida, se a sua vida não for benção na vida do seu irmão e irmã em Cristo Jesus. Esse amor ao SENHOR e ao seu próximo deve ser: sincero; com renúncia; apaixonado e comprometido para a glória do SENHOR nosso Deus!
Soli Deo Gloria
Rev. José Ricardo Capelari.

postheadericon MINHA VIDA ESTÁ NAS MÃOS DE DEUS – SL. 40. Por isso eu posso louvar


...Continuando...
Como eu dizia semana passada, quando fazemos o que diz Davi no Salmo 37.5 que diz: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará”, podemos dizer que nossas vidas estão nas mãos de Deus, e por isso podemos afirmar três coisas, a primeira delas é o seguinte: “Minha vida está nas mãos de Deus, por isso posso LOUVAR”. O Salmo 40 que é base destas nossas pastorais nos versos de 1-9, traz uma linda expressão de louvor feita pelo Rei Davi que começa seus versos dizendo: “Coloquei toda a minha esperança no Senhor”, ou seja, tudo que sou, tudo que tenho, tudo que eu espero para minha vida, tudo isso entrego nas mãos de Deus, deixo tudo para que Ele cuide, pois sei que meu Deus não falhará e assim minha mente e meu coração ficam livres e eu louvo o nome do Senhor que tem feito muitas maravilhas para mim, que tem cuidado de mim e que a todo o momento renova as suas misericórdias, fazendo de mim uma pessoa muito feliz. Essa é a dinâmica, entregar tudo nas mãos de Deus, foi isso que Davi fez, mesmo ainda tendo problemas, mesmo ainda estando insatisfeito, mesmo tendo angustias dentro do seu coração, Davi entregou tudo nas mãos de Deus e passou a louvar o Santo nome do Senhor, veja só: “Senhor meu Deus! Quantas maravilhas tens feito! Não se pode relatar os planos que preparastes para nós!” (v. 5a); “Como é feliz o homem que põe no Senhor a sua confiança” (v. 4a); “Tenho grande alegria em fazer a tua vontade, ó meu Deus, a tua lei está no fundo do meu coração” (v. 8). Essa deve ser a nossa atitude, descansar em Deus e louvar o seu santo nome, se fizéssemos isso, quantos problemas tiraríamos de nossas mentes, quanto peso sairia de nossos corações, quantas maravilhas mais poderíamos contemplar sem antes termos que chorar as dores deste mundo. Talvez neste momento, você esteja pensando: “falar é fácil!”, mas imagine que eu também por várias vezes cometi estes erros, mas sabe, tenho praticado este principio de descansar em Deus e louvar o seu Santo nome, e posso testemunhar a você o seguinte: minha vida tem dado uma guinada impressionante, e a cada dia mais, tenho me surpreendido com a grandeza do meu Salvador, por isso ouça o que te digo: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará”, e daí você poderá ir adiante, mas isso deixaremos para semana que vem. Até lá!


Em Cristo Jesus.
Pr. José Ricardo Capelari.
Continua....


postheadericon Qual a intensidade do seu amor por Deus? – Parte II



INTRODUÇÃO: 
Estamos vendo nesta série de mensagens, que o amor a Deus deve ser algo sincero, com profundidade, espiritualidade, entrega, renuncia e diligência. Vimos que a intensidade de nosso amor ao SENHOR deve envolver: TODO O NOSSO CORAÇÃO (envolvimento com o reino e a causa de Cristo); TODA A NOSSA ALMA (espiritualidade saudável que busca cumprir a vontade de Deus); TODO O NOSSO ENTENDIMENTO (fazer da nossa vida cotidiana uma vida de louvor ao nome do SENHOR). Hoje continuaremos a entender como deve ser nosso amor ao SENHOR, entendendo o segundo mandamento, que está ligado ao primeiro, fazendo parte assim, de uma conduta de amor que agrada o coração de Deus, e faz de nós servos fiéis da Sua vontade.      
TEXTO: Mateus 22. 34 – 40.  
34. Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. 35. E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: 36. Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? 37. Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38. Este é o grande e primeiro mandamento. 39. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. Nesta conversa, Jesus ensina que não há amor sincero e profundo a Deus, sem que haja a mesma intensidade de amor pelo próximo, incluindo não só as pessoas com parentesco a nós, mas também amigos e principalmente inimigos. Chegar a este grau de amor é algo necessário para os que anseiam chegar ao Céu, para os que desejam a salvação, aos que querem as bênçãos de Deus sobre suas vidas, e aos que se dizem cristãos verdadeiros. Este amor é ensinado por Jesus como um mandamento, ou seja, não há rota alternativa, não há outra opção, deve-se amar e pronto! A palavra diz: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. (v. 39). Por isso, veremos hoje que o seu amor ao SENHOR deve ir muito além das palavras...
O seu amor ao SENHOR tem de ter:
1º) SINCERIDADE.
No meio evangélico, há muitas expressões, e uma das mais comuns é: “eu te amo meu irmão (a)!”. Muitos até dizem isso motivados por esse mandamento divino de amar ao próximo como a si mesmo, porém, será que esse amor é sincero? Em cultos mais animados, considerados avivados, as pessoas tomadas por suas emoções, declaram-se umas as outras, expressam-se em amor, porém, com o passar dos dias, parece que essa intensidade amorosa diminui. Há ainda, aqueles que dizem amar ao seu próximo, porém, guardam no coração uma amargura e uma mágoa em relação a várias pessoas, por motivos justificáveis ou mesmo banais, criando assim, uma esfera de falsidade na relação com o próximo. Não é esse o desejo do SENHOR para as nossas vidas. Não é desse jeito que o SENHOR deseja nos ver, expressando o mais nobre dos sentimentos. O amor cristão deve ser sincero. Relutamos contra essa ideia. Achamos que a sinceridade pode destruir nossos relacionamentos. Imaginamos: “como dizer isso a fulano?”... “se eu falar isso, beltrano irá ficar chateado, bravo comigo, é melhor deixar passar!”. E assim criamos relacionamentos superficiais, insossos, sem a graça divina. A sinceridade é parceira do bom cristão! Porém essa sinceridade deve ser trabalhada, para que não se torne um mero desabafo, um “vomitar” de suas frustrações sobre as outras pessoas. Não podemos confundir nossas impressões pecaminosas, com sinceridade. Devemos expressar um amor sincero, devemos compartilhar a verdade, devemos viver uma vida sem máscaras, porém, sempre em amor, sempre com educação, delicadeza, bom senso, noção das coisas, para que esse amor não se torne em ofensa, e acabe levando a desavença. Amar ao meu próximo como a mim mesmo, envolve reconhecer que nós não somos perfeitos, pelo contrário, todos temos defeitos, e em sinceridade, trabalhamos isso em amor, e vivemos unidos na graça de Cristo.
O seu amor ao SENHOR tem de ter:
2º) RENUNCIA.
Amar ao próximo, como já foi dito várias vezes, não é fácil. Pessoas são complexas, são difíceis de lidar, tem histórias distintas, formações variadas, o que as tornam seres complicados de se conviver. Se junta a isso a influência do pecado, a raiz adâmica que habita em nós, e nos torna pessoas possuídas por paixões boas e ruins, complexos, certezas, razões, hábitos, constituindo-nos em seres difíceis de lidar. Porém, não podemos levar em conta as nossas vontades quando o assunto é a vontade de Deus em nossas vidas. Quando queremos expressar nosso amor ao SENHOR, faz-se necessário renunciar a muitas coisas, muitas vontades, para que não seja a nossa vontade que impere, mas sim, a vontade do Pai. Jesus nos dá o exemplo na oração do Getsêmani: “Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. (Mt. 26. 39). E João Batista também nos ensina sobre renuncia ao dizer: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”. (João 3. 30). Nosso amor ao SENHOR e ao nosso próximo deve ser assim, despretensioso, renunciando a nós mesmo por amor ao Pai, e também por amor a nossos irmãos e também aos nossos inimigos. O Apóstolo Paulo nos ensina: “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. (Rm. 5. 8). Ou seja, Cristo mostra o caminho sublime em amor que devemos seguir. Por isso, por amor ao SENHOR e também pelo seu próximo, renuncie sua vontade, suas paixões, seus valores, e siga firme na vontade do SENHOR!
O seu amor ao SENHOR tem de ter:
3º) COMPAIXÃO.
Outra faceta de nosso amor para com o SENHOR é a compaixão. Não há amor cristão genuíno, verdadeiro sem compaixão, se envolvimento com os sofrimentos que estão ao nosso redor, sem se alegrar com as alegrias alheias. O Apóstolo Paulo nos ensina orientado: “alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram”. (Rm. 12. 15). Isso se traduz por envolvimento, por ter o coração nos sentimentos dos outros, por se importar com o que importa para o seu próximo, por participar em amor da vida do outro, sem bisbilhotice, sem fofocas, sem intrigas, mas com puro e santo amor que vem de Deus. Isso é produto raro em nosso mundo atual, inclusive é raro dentro da Igreja, mas é assim que o Pai deseja que sejamos, e seja também o nosso amor. Jesus sentia desta forma, Ele se envolvia, chorava, participava, se alegrava com as pessoas, isso sem restrições, preconceitos, pudores humanos, que mais se traduzem por religiosidade e farisaísmo. O cristianismo é a crença do amor, que se compadece, que se envolve, que participa. O amor cristão exorta, chama a justiça, mas também se compadece do fraco, se emociona com o pequenino, se dedica ao seu semelhante. Sigamos o exemplo do Mestre, amemos com compaixão, buscando assim sermos mais semelhantes a Jesus. “Ora, o seu mandamento é este, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou.” (I João 3. 23).
O seu amor ao SENHOR tem de ter:
4º) COMPROMETIMENTO.
Após vermos todas essas necessidades envolvidas na nossa intensidade em amar a Deus, nada mais importante e óbvio que sentirmos um senso de comprometimento com Deus e com o nosso semelhante. É óbvio, porém, a maioria não se compromete com o que aprendeu até agora, tanto é, que se faz necessário essa mensagem neste momento! Quando Jesus nos orienta: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, Ele nos orienta a nos comprometermos com nossos semelhantes com o mesmo comprometimento que temos para conosco. Ele nos orienta a atendermos as necessidades alheias, como atendemos a nossa, ou seja, quando temos fome, comemos, da mesma forma, quando alguém ao nosso lado tem fome, alimentamos a ela. Quando temos frio, nos agasalhamos, da mesma forma quando alguém ao nosso lado está nessas condições, agasalhamos a ela, e assim vai em todas as necessidades. Devemos amar com comprometimento. E isso deve acontecer sempre, e não somente em uma campanha específica por agasalho, ou quando trocamos um quilo de alimento por um ingresso de um espetáculo de entretenimento. Devemos também em amor, nos comprometermos com o Reino de Deus, em todas as esferas: evangelizando, orando, jejuando, contribuindo com nossos bens (dinheiro, carro, casa, moto). Os heróis da fé, descritos no texto de Hebreus 11, foram homens e mulheres  comprometidos, com um amor comprometido, com uma vida comprometida, por isso foram tidos como pessoas dos quais “o mundo não era digno” (Hb. 11. 39). Sejamos nós assim também, comprometidos em amor com o SENHOR, e o SENHOR será comprometido conosco até a nossa salvação.
CONCLUSÃO:
Não há amor a Deus sem amar ao próximo, não há salvação em Cristo, sem que haja nesta terra amor pelo seu semelhante, não há benção genuína em sua vida, se a sua vida não for benção na vida do seu irmão e irmã em Cristo Jesus. Esse amor ao SENHOR e ao seu próximo deve ser: sincero; com renúncia; apaixonado e comprometido para a glória do SENHOR nosso Deus!
Soli Deo Gloria
Rev. José Ricardo Capelari.

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É comum dizermos que amamos a Deus. Crescemos na nossa trajetória dentro da igreja ouvindo e aprendendo a verbalizar que “amamos a Deus”.Nossas músicas, nossos hinos, inúmeras orações dizem: “Eu te amor Deus”; ”eu te amo Jesus”. Expressões assim tornaram-se comum em nossas vidas. Mas será mesmo que amamos a Deus? Será que realmente expressamos nosso amor a Deus conforme é a vontade do Pai? Não há um aparelho para auferir isso a nossa amabilidade pelo SENHOR, mas há um parâmetro de intensidade estabelecido pelo próprio Deus, que deve ser alcançado e mantido por cada um de nós, inclusive por você. 
TEXTO: Mateus 22. 34 – 40. 
34. Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho. 35. E um deles, intérprete da Lei, experimentando-o, lhe perguntou: 36. Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? 37. Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. 38. Este é o grande e primeiro mandamento. 39. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. 
Nesta conversa, Jesus estabelece o padrão e a intensidade que o nosso amor tem de ter pelo SENHOR Deus, envolvendo então algumas capacidades humanas importantes, como veremos neste momento. “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. (v. 37). 
O seu amor ao SENHOR deve envolver: 
1º) TODO O SEU CORAÇÃO. 
Todos sabem o que é o coração quando se fala de fisiologia. O coração é um órgão oco, musculoso, responsável por bombear o sangue para todo o restante do corpo humano. Porém, em linguagem figurada, o coração é entendido como a sede do intelecto (Gn 6.5), dos sentimentos (1Sm 1.8) e da vontade (Sl 119.2). Na linguagem bíblica, a palavra tem um conteúdo simbólico, servindo para designar os sentimentos (Jo 16,6.22), o íntimo da personalidade (Mt 15,8; Mc 7,6), a origem do pensamento (Mc 2,6.8; Lc 3,15) e do entendimento (Lc 24,25). Também em sentido figurado, afirma-se que o coração é o lugar das decisões morais (Mt 22,37; Mc 12,30; Lc 10,27) e, por isso, onde se opta pela fé e se acolhe Jesus (Lc 24,32) ou ainda onde acontece a incredulidade (Mc 6,52).No pensamento hebraico, fonte de onde Jesus tirou esse mandamento, o coração é o centro do ser humano, incluindo a compreensão, a vontade e as emoções. Esse entendimento mostra o desejo do SENHOR para nos envolvermos plenamente com Ele, com Sua obra, com Suas vontades, com Sua pessoa. Mostra a ordem que temos para amar ao Pai com nossa mais profunda emoção. Devemos amar ao SENHOR com a plenitude de nossos sentimento, sem acanhamentos, sem ressalvas, nos envolvendo com intensidade nas causas do Reino. Digo isso, porque nosso amor se expressa com devoção, mas também com atitudes, ou seja, nosso amor ao SENHOR, leva o nosso coração a trabalhar pelo SENHOR, a se envolver com sua obra, a se compadecer com os que o SENHOR se compadece, a amar aos que o SENHOR ama. Precisamos entender ainda, que AMAR DE TODO O CORAÇÃO, significa entregar todos os nossos sentimentos a Deus, ou seja, agora, todas as nossas motivações são controladas pelo amor que temos ao SENHOR. Ao amarmos ao Pai de todo o coração, dizemos que todas as nossas atitudes serão pautadas por esse amor, que todas as nossas idéias, razões e conclusões serão margeadas por esse amor, que nossas vidas será construída e constituída nos moldes deste amor. Seria dizer, que nossa vida material, a vida que temos no plano terreno, se constitui nos princípios do amor que temos pelo SENHOR, e nada do que fizermos, pensarmos ou sonharmos, acontecerão fora do contexto deste amor que temos pelo Pai Celeste. Amar ao SENHOR de todo o coração, é amar de forma integral, é amar como Jesus amou, se entregando e se rendendo plenamente a vontade de Deus, não deixando margem as nossas paixões, mas integrando-se plenamente a vontade do SENHOR. 
O seu amor ao SENHOR deve envolver: 
2º) TODA A SUA ALMA. 
Este é o outro termo usado para expressar nossa intensidade em amor a Deus, amar de TODA A ALMA. Se o coração é o centro do intelecto, a alma é o centro da espiritualidade, também é tido como o princípio da vida, aonde tudo começa em relação a vida. É o aprofundamento da ideia de coração que vimos anteriormente, pois se o coração conota a ideia de plano físico, a alma conota a ideia de plano espiritual, ou seja, se tudo falhar na manifestação física, ainda sim, podemos assegurar que haverá vitória no plano espiritual. Expressar nosso amor com toda a nossa alma, é dizer que faremos isso independente do que aconteça no plano material, ainda sim, manteremos nosso curso rumo a morada eterna, e nos manteremos firmes em nossos propósitos, vivendo como homens e mulheres espirituais. Jesus manifestou esse amor de profundidade da alma, temos essa certeza ao lermos o cântico de Filipenses 2. 5 – 8. 5. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6. pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7. antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,   8. a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. 
A união do amor de TODO O CORAÇÃO e de TODA A ALMA, produz o verdadeiro adorador de João 4. 24, que adora em “Espírito e em Verdade”. 
O seu amor ao SENHOR deve envolver: 
3º) TODO O SEU ENTENDIMENTO. 
Após vermos a capacidade de amar a Deus nas esferas do Espiritual e do Físico, chegamos agora na capacidade de expressarmos nosso amor a Deus de forma didática, ou seja, de forma que alcance outras pessoas e influencie vidas. Amar ao SENHOR com TODO O ENTENDIMENTO é dizer do amor que transcende as nossas vidas, e chega agora na vida das outras pessoas, que influencia a sociedade em que vivemos, que impacta nosso meio familiar e social. Essa exigência radical de amor, não pode ser domada e confinada somente ao ambiente particular, algo que temos somente para nós, fazendo de nós “agentes secretos” de Deus. Esse amor deve partir do coração, contagiar a alma, e a partir daí, ocupar o primeiro lugar na educação de nossas crianças, na conversa (em casa ou fora de casa). É o que expressa o Apóstolo Paulo ao dizer: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (I Co. 10. 31). É também o que encontramos do mesmo Apóstolo, quando escreve aos Romanos e diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm. 12. 1 e 2). Esse amor, põe em prática todas as nossas faculdades mentais, mexe com todas as nossas práticas enquanto seres humanos, e nos leva a colocar a nossa vida com Deus sempre em primeiro plano. 
CONCLUSÃO: 
Observando essas exigências, você pode dizer que seu amor é assim? Você pode mensurar sua vida com Deus desta forma? A verdade é que ainda estamos muito longe do que Deus quer de nós, mas não é tarde para acertar, não é tarde para recomeçar, não é tarde para nascer de novo. O SENHOR Deus em Seu Amor, nos ajudará, se em sinceridade almejarmos amá-lo com integridade e com toda a nossa força. Cristo é o nosso exemplo para isso, vamos segui-Lo.
Soli Deo Gloria
Rev. José Ricardo Capelari.
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